Nos casamos dia 5 de agosto de 2011 e dia 5 de setembro pegamos o avião para começar nossa vida juntos em Lyon, França. E agora estamos de volta ao Rio de Janeiro, vivendo toda a (re)adaptação que vivemos lá.
Se o mundo fosse assim tão simples quanto os clichês a vida seria muito menos complicada... É claro que eu não gosto que a cultura brasileira seja resumida somente à samba, caipirinha e futebol, mas será que alguns clichês não são mesmo verdade? Eu, por exemplo, adoro carnaval e samba,
caipirinha é um dos meus drinks favoritos, e sim, eu gosto de futebol e
tenho blusas do meu time. Mas, e quando os clichês são pejorativos, o quê fazer com eles?
Uma coisa que me alivia é que todas as culturas tem os seus clichês, sendo eles verdade ou não, bons ou ruins, e a cultura francesa também não está fora dessa. Os franceses não tomam banho, os franceses não trabalham (menos do que o resto do mundo, isso é verdade!), os vinhos franceses são os melhores do mundo (alguém já parou para contestar isso? E os vinhos italianos, chilenos, argentinos?). Enfim... aí vai uma música e um filmezinho bem divertido sobre os clichês franceses... alguns são verdade outros nem tanto...
Em inglês:
Em Francês:
A música de Pink Martini: Je ne veux pas travailler. E para quem quer conhecer a letra: http://www.lyricstime.com/pink-martini-je-ne-veux-pas-travailler-lyrics.html
Mas se quer conhecer um pouco da origem dos nossos clichês não deixe de assistir esse documentário, simplesmente fantástico! Olhar Estrangeiro, dirigido por Lucia Murat.
A música francesa não é a mesma de outros tempos. Convenhamos que tudo na
vida muda para melhor ou pior, e eu acho que no caso da música francesa ela
mudou para melhor... Hoje é possível encontrar de tudo um pouco: pop, rap, rock
(ok, menos forró, sertanejo e samba, se alguém encontrar me avisa!). Eu tive
surpresas bem agradáveis procurando CDs para treinar o meu ouvido nessa língua
fascinante de sons anasalados.
A minha primeira boa surpresa foi a Zaho. Ok, ela não é francesa, ela é Argeliana
que emigrou para o Canada ainda criança, mas canta em francês e faz sucesso
aqui na França. O álbum de estréia dela foi lançado em 2008, o estilo dela é
bem o que eu gosto: R&B com uma batida bem marcada e todas as músicas são
boas para dançar. Tentem fazer faxina na casa ouvindo ela... o trabalho não
será tão penoso! O seu primeiro single foi em 2006 com o cantor 'Soprano',
adoro a batida dessa música: 'Hey Papi'.
Outra que eu gosto é a 'Incomprise' (Incompreendida).
E a 'C'est chelou' (Chelou é o contrário de Louche que significa bizarro, é uma gíria).
C'est chelou, cette façon qu'elle a de te regarder (É bizarro, essa maneira que ela tem de te olhar)
C'est quoi ces manières de t'appeler bébé (O que é esse comportamento dela te chamando de bebe?
Tu diras à cette tassepé que j'vais la taper (Você vai dizer à essa p... que eu vou dar um tapa nela)
C'est chelou (É Bizarro)
Outra cantora que gostei muito de conhecer foi a Zaz. Eu a conheci através do blog '13 anos depois' e o João aproveitou uma promoção na Fnac para me dar o CD de presente. Ela tem uma voz meio rouca e tem um ar cool, meio largado... que conquistou os franceses e eu. Seu primeiro álbum saiu em 2010 e o estilo das músicas é música francesa. Uma que eu gosto muito é a 'Les Passants'.
A mais famosa dela é a 'Je Veux'.
A Juliette Katz também lançou o seu CD agora pouco (acho que em 2011). Ela faz um pouco o estilo Adele, mas não tem nem a metade da voz dela... tenho que avisar. A música que está tocando em todas as rádios é a 'Tout va de travers' e é uma baladinha bem simpática... pelo menos eu acho...
Mas a que eu mais gosto é a 'Je partage ma vie avec moi' (Eu divido minha vida comigo mesma), por causa do ritmo e da letra também.
Je suis folle de cette fille là (Eu sou maluca por essa menina)
c'est pour çà que je me suis choisie (É por isso que eu me escolhi)
j'partage ma vie avec moi (Eu divido minha vida comigo mesmo)
j'me sens si bien dans mes bras (Eu me sinto bem nos meus braços)
c'est moi la femme de ma vie (Sou eu mesma a mulher da minha vida)
et j'pourrais même me dire oui (E eu poderia até mesmo me dizer sim)
Karimouche é outra cantora, mas ela canta de um forma diferente... parece meio doida. Adora interpretar bem as músicas, faz vozes diferentes... Ela nasceu em 1977 e canta desde 2008. Tem umas músicas com ritmos bem interessantes e na primeira vez que a escutei não gostei muito... mas agora eu gosto desse seu jeito meio doido.
P'tit kawa (Cafezinho - Kawa é gíria para Café)
Che pas c'ke j'veux (Eu não sei o que eu quero)
Ok, vamos animar um pouco então... Tem um cantor que se chama Keen'v. Ele tem um estilo de música bem... bem... dele! É um estilo quase 'La Macarena', super animada... ótimo para dançar e fazer uma boa faxina (cismei com faxina...)! Hehehe. Todos os clipes são meio engraçados e um pouco bregas, mas é divertido... só escutando e vendo os vídeos para entender.
Ele tem músicas calmas também...
L'enseignement en France va mal et personne peut nier la vérité
Les zones d'éducation prioritaires ne sont pas des priorités
Les classes sont surchargées pas comme la paye des profs minés
Et on supprime des effectifs dans des écoles déjà en apnées
Se você gosta de Rap o 'Grand Corps Malade' (Grande corpo doente) é um cantor bem interessante. Ele canta um rap menos cantado e mais falado, que é chamado de 'slam'. Foi ele quem popularizou esse tipo de música aqui na França. A história dele é de superação: ele era professor de Educação Física e jogava basket semi-profissional. Mas em 1997 ele foi pular em uma piscina onde o nível da água estava baixa e acabou fraturando uma vértebra. Os médicos disseram que ele poderia nunca mais andar, mas depois de 1 ano de reeducação ele recuperou os movimentos das pernas. Ele canta muito sobre a vida no subúrbio parisiense e as dificuldades enfrentadas. Eu não gosto muito desse tipo de música, mas as letras são interessantes e retratam bem a vida nos subúrbios, ótima forma de conhecer os verdadeiros franceses.
Education Nationale
L’enseignement en France va mal et personne peut nier la vérité
(A Educação na França vai mal e ninguém pode negar a verdade)
Les zones d’éducation prioritaires ne sont pas des priorités
(As zonas prioritárias de educação não são prioridade)
Les classes sont surchargées pas comme la paye des profs minés
(As salas estão lotadas e o salário dos professores minado)
Et on supprime des effectifs dans des écoles déjà en apnées
(E eles suprimem os efetivos de escolas já em apnéia)
L'enseignement en
France va mal et personne peut nier la vérité Les zones d'éducation
prioritaires ne sont pas des priorités Les classes sont surchargées pas
comme la paye des profs minés Et on supprime des effectifs dans des
écoles déjà en apnées
Lire la suite:
http://www.greatsong.net/PAROLES-GRAND-CORPS-MALADE,EDUCATION-NATIONALE,106598172.html
L'enseignement en France va mal et personne peut nier la vérité
Les zones d'éducation prioritaires ne sont pas des priorités
Les classes sont surchargées pas comme la paye des profs minés
Et on supprime des effectifs dans des écoles déjà en apnées
L'enseignement en France va mal et personne peut nier la vérité
Les zones d'éducation prioritaires ne sont pas des priorités
Les classes sont surchargées pas comme la paye des profs minés
Et on supprime des effectifs dans des écoles déjà en apnées
Je viens de là et je kiffe ça, malgré tout ce qu'on en pense
(Eu venho de lá e eu gosto disso, apesar de tudo que pensam da gente)
A chacun son territoire, à chacun sa France
(A cada um seu território, a cada un a sua França)
Si j' rends hommage à ces lieux, à chaque expiration
(Se eu presto homenagem a esse lugar, a cada momento)
C'est qu' c'est ici qu' j'ai puisé toute mon inspiration
(É porque foi aqui que eu moldei toda a minha inspiração)
Eu já ia esquecendo uma outra cantora pop que gosto quando a Milena me lembrou...! Ela não pode ficar de fora!
Shy'm é um cantora francesa que nasceu em 1985.. tem quase a minha idade. O estilo dela é mais pop e R&B.
Conheci mais dois cantores/grupos no blog da Milena que gostei: O 'Mozart Opera Rock', grupo formado pelos cantores desse espetáculo musical francês. Esse espetáculo alternava canções de Mozart com composições pop-rock.
E o outro é o Christophe Maé, que tem um estilo meio traquilão... o tipo de música para se ouvir na estrada.
E aí? O que me dizem desse resumo dos artistas franceses de hoje? Dá para virar fan de alguém?
Eu adoro conhecer culturas diferentes e quando vim aqui para Lyon uma das coisas que me animou muito foi conhecer outros lugares, outras pessoas, outros hábitos... É claro que essa descoberta às vezes é cansativa, principalmente quando não está só de passagem, mas acho que os pontos positivos são maiores (hoje eu estou 'Poliana', amanhã quando um francês grosseiro passar pelo meu caminho pode ser que eu mude de idéia). Entre as muitas coisas que adorei descobrir da cultura francesa foi a música. Sim, a música! Justamente porque eu achava que não conseguiria tirar nada desse quesito. A música francesa definitivamente não é a mais aclamada no mundo, mas mesmo assim achei interessante descobrir os nomes que fizeram e fazem parte dela e até achei nomes bem interessantes que fazem parte do mundo musical hoje. Mas nesse post vou falar sobre o pouco que eu sei dos cantores franceses de ontem.
É claro que a primeira da lista tinha que ser Edith Piaf, que foi reconhecida internacionalmente pela sua forma de interpretar as músicas com sua voz tenra. Ela nasceu em 1915 e morreu com apenas 47 anos. Entre suas músicas mais celebres estão 'La vie en rose', 'Non, je ne regrette rien' e 'Ne me quitte pas', que tem ritmos bem enfadonhos... (sei que tem pessoas que não vão concordar, mas...). Na minha opinião, essas músicas são importantes pelas suas letras, de um romantismo e, as vezes, de uma tristeza profunda, que unidas à forma de Edith Piaf cantar dá vontade de cortar os pulsos (principalmente, 'Ne me quitte pas'). E é verdade que todos nós já precisamos alguma vez de músicas assim...
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas (Não me deixe).
Ne me quitte pas (Não me deixe).
Ne me quitte pas (Não me deixe).
La Vie en Rose
Quand il me prend dans ses bras (Quando ele me pega nos seus braços)
Il me parle tout bas, (Ele me fala baixinho)
Je vois la vie en rose. (Eu vejo a vida cor-de-rosa)
Il me dit des mots d'amour, (Ele me diz palavras de amor)
Des mots de tous les jours, (Palavras de todos os dias)
Et ça me fait quelque chose. (Que me fazem balançar/que me tocam)
Il est entré dans mon coeur (Ele entrou no meu coração)
Une part de bonheur (Uma parte de felicidade)
Donc je connais la cause. (Da qual eu conheço a causa)
C'est lui pour moi, (É ele por mim)
Moi pour lui dans la vie, (Eu por ele na vida)
Il me l'a dit, l'a juré (Ele me disse, ele me jurou)
Pour la vie. (Pela vida)
Et dès que je l'aperçois (E desde que eu o vejo)
Alors je sens en moi (Então eu sinto em mim)
Mon coeur qui bat (Meu coração bater)
Non, je ne regrette rien (Minha preferida)
Non... rien de rien... (Não, nada de nada)
Non... je ne regrette rien (Não, eu não me arrependo/lamento de nada)
C'est payé, balayé, oublié, (Está pago, varrido, esquecido)
Je me fous du passé! (Não me importo com o passado)
Outro cantor super celebre aqui na França é o Claude François, mais carinhosamente chamado de Cloclo. Ele nasceu em 1939 e morreu em 1978 de uma forma estúpida: secando o cabelo dentro da banheira, deixou o secador cair e foi eletrocutado. Ele era uma pessoa super vaidosa, que passava horas se maquiando e cuidando do cabelo. Ele escreveu a canção 'Comme d'habitude' (1968) junto com outro músico. Essa foi uma das mais conhecidas dele, além de ser super bonita, a letra dela foi reescrita para o inglês ('My Way') e foi conhecida em todo o mundo através de estrelas como Elvis Presley e Frank Sinatra.
Comme d'habitude
Comme d'habitude (Como sempre)
Toute la journée (Todo o dia)
Je vais jouer (Eu vou brincar)
A faire semblant (De faz de conta)
Comme d'habitude (Como sempre)
Je vais sourire (Eu vou sorrir)
Comme d'habitude (Como sempre)
Je vais même rire (Eu vou até mesmo rir)
Comme d'habitude (Como sempre)
Enfin je vais vivre (Enfim eu vou viver)
Comme d'habitude (Como sempre)
May Way (Frank Sinatra)
But oh, how I dreamed, a
A marvelous dream
Where all of the heavens
Or so it had seemed
With thunderous applause
Looked down from above
On a clown and an angel
So much in love
I'll stay with my dream,
It takes such a dream
And even a fool learns to love
Outro nome conhecido no mundo musical francês é Patrick Bruel. Ele foi um cantor pop da década de 80/90. Era adorado por todas as meninas. E fez muito sucesso com o CD que lançou em 1989 e com a música 'Casser la voix'. Logo depois ele abandonou o mundo da música e voltou alguns anos mais tarde como ator. Ele trabalha até hoje como ator, um dos seus últimos filmes foi 'Paris-Manhattan' de Sophie Lellouche.
Casser la voix
D' me casser la voix, Casser la voix, (de quebrar a voz, quebrar a voz)
Casser la voix, Casser la voix. (quebrar a voz, quebrar a voz)
Les amis qui s'en vont (Os amigos que se vão)
Et les autres qui restent. (E os outros que ficam)
Se faire prendre pour un con (Ser tratado com um tolo)
Par des gens qu'on déteste, (Por pessoas que nós detestamos)
Les rendez-vous manqués (Encontros perdidos)
Et le temps qui se perd (E o tempo que se perde)
Um artista que desde a década de 60 está fazendo sucesso aqui na França: Johnny Hallyday (os franceses falam Allyday, sem pronunciar o 'H'). 'Que je t'aime' (1969) e 'Allumer le feu' são dois dos seus vários sucessos depois de tantos anos de trabalho. Mesmo no auge dos seus 69 anos ele ainda faz shows e desconfio que faz também muitas plásticas... Eu não gosto das músicas... nem da forma dele cantar... Nossa, acho cafona demais! Mas parece que tem bastante franceses que gostam.
Que je t'aime
Quand ta bouche se fait douce (Quando a sua boca fica doce)
Quand ton corps se fait dur (Quando o seu corpo fica duro)
Quand le ciel dans tes yeux (Quando o céu nos seus olhos)
D'un seul coup n'est plus pur (De repente não é mais puro)
Quand tes mains voudraient bien (Quando as suas mãos quiserem)
Quand tes doigts n'osent pas (Quando os seus dedos não ousam)
Quand ta pudeur dit non (Quando o seu pudor diz não)
D' une toute petite voix (Bem baixinho)
Que je t'aime, que je t'aime, que je t'aime, (Como eu te amo!)
Que je t'aime, que je t'aime, que je t'aime !
Allumer le feu
Il suffira d'une étincelle (Precisa somente de uma faísca)
D'un rien, d'un geste (de nada, de un gesto)
Il suffira d'une étincelle, (Precisa somente de uma faísca)
Et d'un mot d'amour (E de uma palavra de amor)
Pour (Para)
Allumer le feu (Acender o fogo)
Allumer le feu (Acender o fogo)
Et faire danser les diables et les dieux (E fazer dançar o diabo e os deuses)
Allumer le feu (Acender o fogo)
Allumer le feu (Acender o fogo)
Et voir grandir la flamme dans vos yeux (E ver crescer a chama nos seu olhos)
Allumer le feu (Acender o fogo)
Johnny Hallyday(super esticado).
Francis Cabrel é outro nome conhecido dos franceses. Ele faz parte do mundo musical desde a década de 70 e tem como influência maior Bob Dylan. A música que eu conheço dele se chama ' Je t'aimais, je t'aime, je t'aimerai' e eu gosto bastante.
Je t'aimais, je t'aime, je t'aimerai
(Eu te amei, eu te amo, eu te amarei)
Quoi que tu fasses (O que quer que faça)
L'amour est partout où tu regardes (O amor está em todo o lugar por onde olha)
Dans les moindres recoins de l'espace (Nos menores lugares do espaço)
Dans le moindre rêve où tu t'attardes (No menor sonho onde você hesita)
L'amour comme s'il en pleuvait (O amor como se chovesse)
Nu sur les galets (Nus sobre as pedras)
Agora se tem uma música francesa que me faz chorar é essa: 'Lettre a France' de Michel Polnareff. Michel é um autor, compositor e cantor que fez sucesso nos anos 60 e 70. Ela me faz chorar porque me faz pensar na minha despedida da França, quando chegar o momento...
Lettre a France
Il était une fois
Toi et moi
N´oublie jamais ça
Toi et moi!
Depuis que je suis loin de toi
Je suis comme loin de moi
Et je pense à toi tout bas
Tu es à six heures de moi
Je suis à des années de toi
C´est ça être là-bas
La différence
C´est ce silence
Parfois au fond de moi
Tu vis toujours au bord de l´eau
Quelquefois dans les journaux
Je te vois sur des photos
Et moi, loin de toi
Je vis dans une boite à musique
Electrique et fantastique
Je vis en chimérique
La différence,
C´est ce silence
Parfois au fond de moi
Tu n´es pas toujours la plus belle
Et je te reste infidèle
Mais qui peut dire l´avenir
De nos souvenirs?
Oui, j´ai le mal de toi parfois
Même si je ne le dis pas
L´amour c´est fait de ça
Il était une fois
Toi et moi
N´oublie jamais ça
Toi et moi!
Depuis que je suis loin de toi
Je suis comme loin de moi
Et je pense à toi là-bas
Oui, j´ai le mal de toi parfois
Même si je ne le dis pas
Je pense à toi tout bas
Outra música do compositor, a mais conhecida de todas: 'Love me please love me'.
Mas se está achando toda essa cultura musical francesa muito enfadonha... ainda temos os músicos de hoje que podem salvar um pouco o seu conceito. Escrevo sobre eles em um próximo post.
No domingo passado aconteceu aqui na França o primeiro turno das eleições presidenciais de 2012. Concorreram 10 candidatos, mas os mais cotados eram o presidente atual Nicolas Sarkozy - direita (27,18%), François Hollande - esquerda (28,63%), Jean-Luc Mélenchon - extrema esquerda (11,11%) e Marine Le Pen - extrema direita (17,9%). O segundo turno foi sem surpresas, como já apontavam as pesquisas Sarkozy e Hollande vão se enfrentar novamente daqui à 3 semanas, mas o que chamou atenção foi a terceira posição alcançada pela candidata de extrema direita Marine Le Pen que teve quase 18% dos votos franceses.
Com idéias fortes contra a imigração e contra políticas da União Européia ela teve o apoio da grande parte das zonas rurais. O que me surpreendeu, ver os trabalhadores votarem na extrema direita não é algo que se vê todos os dias... na minha cabeça a classe operária vota na esquerda. Talvez eu tenha que rever esse conceito ultrapassado. A candidata obteve 29% de adesão com os trabalhadores, um número superior com relação à Hollande (28%) e bem superior com relação à Sarkozy (18%). E se pensam que os franceses votaram no partido do Front National (Marine Le Pen) para fazer oposição à outro candidato estão muito enganados, 64% dos eleitores que votaram Marine realmente apóiam a candidata.
Eu, particularmente, não gosto de extremismos. Quando se come muito açúcar corre-se o risco de ficar diabética e quando se come pouco corre-se o risco de ficar hipoglicêmica. O extremismo nos levou para a segunda guerra mundial e para o massacre de milhares de pessoas dos dois lados. O partido de Marine Le Pen trouxe idéias bem racistas e xenófobas. Como por exemplo, fechar as fronteiras até mesmo para a Europa. Pregam o fim do flux migratório do Magrebe (região norte da África, chamada África Árabe) para a França. O mesmo Magrebe (Tunísia, Marrocos, Argélia) onde os franceses colocaram suas colônias durantes anos. A Argélia, por exemplo, teve que lutar durante 17 anos para conseguir sua independência da França, pois os franceses não queriam devolver o que era de direito aos argelinos. E agora querem tirar o direito dos argelinos de viverem na França. Enquanto era interessante para a França os Argelinos eram franceses, agora que eles vem para a França e formam a comunidade muçulmana aqui e se casam com as francesas não é mais interessante que possam entrar no país sem papel.
O que a França colhe agora, imigração massiva de africanos, são frutos do que foi plantado no passado. São consequências de políticas de invasão e exploração que foram aplicadas durantes décadas. A Suíça também tem idéias bem direitistas com relação à cidadania suíça e imigração, mas eles nunca se envolveram em outros países, então para mim é como se eles ainda tivessem o direito de terem esse tipo de política migratória. Mas com a França é outra história, a França tem 16 territórios que eles chamam de 'outro mar', territórios franceses, mas que não são na França, espalhados pela África, América, Oceania e Antártica. E tiveram inúmeras colônias espalhadas pelo mundo, não vejo como os franceses tem o direito, hoje, de dizer que os cidadãos dessas colônias não podem morar na França.
O fato é que a França é um país racista. Aqui, mesmo que você tenha nascido na França, é comum dizer que é francês de origem X. Para mim nasceu na França é francês como diz a lei. No Brasil tem milhares de pessoas com dupla nacionalidade e nem por isso falamos que somos Brasileiros com origem portuguesa, por exemplo. Mas aqui isso é bem forte, se a pessoa tem uma aparência mais árabe é muito comum perguntar a origem, da onde os pais vieram, como se isso fosse um indício de que a pessoa é menos francesa do que aquela de pele branca e cabelo liso. O perfil do francês mudou muito, por isso, tem se discutido bastante sobre a 'identidade francesa', o que é ser francês. O francês não é mais somente aquele homem magro com cabelo liso ou um pouco encaracolado... O francês agora também é o homem de pele um pouco mais escura, com cabelo crespo que eles raspam do lado e deixam um pouco maior em cima. A francesa não é somente a menina magra de cabelo liso, curto e com franja, agora ela também tem mais corpo e prende o cabelo dela lá no alto, um cabelo mais escuro, mais grosso e um pouco mais ondulado.
Esse alto percentual de voto para a extrema direita talvez queira dizer que os franceses querem resgatar a antiga França. Uma França com pouca mistura e com várias colônias, com dinheiro e poder, mas o que os franceses não entendem é que o tempo não volta e que tudo que se planta colhe.
Não são todos que possuem tino comercial... e se tratando de franceses a quantidade é menor ainda. Os franceses realmente podiam aprender com os árabes e chineses que vivem no país como fazer negócio, porque eles são muito ruins... Deviam dar nas faculdades aulas de 'Técnica de Negociação', povo mais ruim de roda...
Nossa cama quebrou, quer dizer o sofá-cama velho e horrível que a gente dorme (o apartamento de estudante é alugado já com os móveis). Eu fiquei torcendo para que não tivesse conserto e o proprietário tivesse que trocar mas o técnico veio aqui e falou que conseguia consertar, quer dizer, consertar não... ele deu o famoso 'jeitinho' prendendo as partes que estavam soltas e nós ainda tivemos que pagar 20 euros.
O fato é que tentei conversar com a responsável para tirar esse sofá-cama daqui... porque ele é muito desconfortável para dormir todos os dias, eu nem me importaria de comprar a cama, eu só precisava que eles tirassem o que estava aqui em casa para colocarmos um descente no lugar. Nada feito, eles não tem onde guardar o sofá-cama... Essa história toda me deixou meio P da vida e eu já estou incomodada com algumas coisas aqui do prédio, agora eles correm o risco de ficar sem o proprietário... porque estamos procurando outro lugar para ficar. Pode ser que a gente ache ou pode ser que não, mas com essa besteira eles correm o risco de deixarem de ganhar 1 ano à mais de aluguel nosso. Tudo bem, é bem provável que achem outro locatário, mas é sempre um risco e nós somos bons locatário, limpos, pagamos em dia... Eu realmente não entendo essa lógica, não entendo mesmo, só porque sabe que é bem provável que não fiquem vazios fazem um trabalho porco... deixando a pessoa que está hoje no apartamento insatisfeita. Mas isso, infelizmente, eu não vi só aqui na França não, já vi muitas vezes no Brasil também.
O fato é que morando na França eu estou passando a dar muito mais valor à gentileza. Quando eu morava no Brasil, eu sempre pensava que as pessoas seriam gentis comigo e acontecia de, às vezes, elas não serem. Aqui na França eu sempre acho que as pessoas serão grosseiras e acontece de, às vezes, elas serem gentis...rsrsrs. E achar alguém que me ajude sem reclamar é algo que está me deixando mais feliz do que me deixava no Brasil. Antes eu achava que uma pessoa ser gentil era como uma obrigação, porque afinal minha mãe sempre me disse para eu tratar os outros como eu gostaria de ser tratada. Mas o fato é que os franceses não foram educados assim, ou eles gostam de ser tratados com grosseria (das duas, uma - e eu até acho que é mais a segunda). Essa cultura do falar grosso foi passando de geração em geração, e isso não parece incomodá-los como incomoda à nós, estrangeiros. Simplesmente porque foi como eles foram criados.
O único ponto bom disso tudo é que eles podem brigar com você agora e 5 minutos depois estar de oferecendo um café. Eu até gosto dessa cultura 'sem rancor', eles falam o que estão pensando e pronto, já disseram está tudo bem, mas tenho que confessar que para a cultura brasileira isso é um pouco difícil de entender... Por exemplo, o francês pode dizer que a sua atitude foi burra, mas ele não está te chamando de burro... entende? Nem eu. Mas é como eles pensam...
Eu escrevi tudo isso por um fato que aconteceu hoje: tive que ir resolver um problema em uma repartição pública e como eu não sabia fazer a atendente telefonou para mim para o número que eu tinha que telefonar e ainda ficou do meu lado dizendo tudo o que tinha que dizer para a moça atrás do telefone para eu resolver o meu problema... Sabe quando isso aconteceu comigo aqui? Não consigo me lembrar. Até porque os franceses não são babás de ninguém, cada um se vira aqui... principalmente quando é estrangeiro. O que eu fiz? Agradeci e disse à ela: Vous êtes très gentil (Você é muito gentil.). O curioso disso é que sempre que eu falo isso para alguém (que tenha sido realmente), eu sinto um pouco de surpresa e felicidade no olhar da pessoa... Será que os franceses ainda não entenderam que 'Gentileza gera gentileza'?
Liquidação: vender à preço baixo. Aqui na França esse conceito é realmente levada à sério. O dia 11 de janeiro abre o famoso 'Soldes' de inverno... Sim, em pleno inverno. E esse período de remarcações só acaba dia 14 de fevereiro. Algumas lojas já estão na terceira remarcação com até 70% de desconto em alguns itens. Mas quem realmente consegue tirar o maior proveito dessas promoções é quem espera até o último momento e quem não quer comprar nada muito específico. Se você viu algum casaco que gostou no início de janeiro vale à pena esperar pelas remarcações no meio do mês, mas, por outro lado, pode ser que não encontre mais o seu número. Então, por causa disso, os primeiros dias da liquidação é uma loucura. Mesmo em plena quarta-feira (11 de janeiro) as lojas estavam entupidas. Confesso que levei um tempo para entender todo esse alvoroço: a liquidação não vai até fevereiro? Mas depois entendi que as pessoas queriam garantir o seu número 36 de uma bota que já estavam de olho...
O 'soldes' também traz um evento bem peculiar. A loja de roupas Desigual, para lançar o período de liquidação, oferece 2 peças gratuitas para os 100 primeiros a entrar na loja no dia estipulado... Ah... esqueci de contar um detalhe, a pessoa precisa estar somente com roupas de baixo. (Poxa... uma pena que só fiquei sabendo disso depois que tinha acontecido... hahaha). Sério! Algumas horas no frio de zero grau, sem roupa, para levar duas peças da vestimenta? Só pode ser brincadeira... se ainda fosse no verão... rsrsrs. Mas não pense que tinha pouca gente não... tinha mais do que candidatos suficientes para fazer desse evento um sucesso.... como sempre. Ele já existe há 4 anos, toda vez em uma cidade diferente, esse inverno a cidade escolhida foi Lyon.
Loja Desigual. Ganha 2 peças de roupa as primeiras 100 pessoas à entrarem na loja.
Liquidação na Desigual.
O período de liquidação também é um período de revolta (para mim, pelo menos). É revoltante ver o casaco que comprou em novembro pela metade do preço em janeiro... Isso mostra que as lojas podem vender mais barato, mas escolhem chamar os consumidores de otários e nós ainda achamos um máximo... Tudo bem, tudo bem, não vou ser estraga prazeres... Esse período é uma boa oportunidade para comprar o que deseja pelo preço justo. Mas se for algo de inverno use que nem louca pelos próximos 2 meses, pois depois os apetrechos de frio vão para o fundo do armário até o final do ano.
Eu estou começando a entender uma coisa... Francês não gosta muito de mudanças... ele tem um caminho na cabeça e é esse que todos devem seguir... é o Certo a ser feito... e se você não segue o protocolo, meu amigo... leva esporro! Se você é um casal, nem pense em sentar em uma mesa de restaurante para 4 pessoas... porquê? Porque a mesa é para 4 e não para 2, ora bolas! Domingo levei um esporro de um garçom porque sentamos na mesa do restaurante sem estar limpa ainda... 'Tá vendo! É por isso que não vi vocês ainda! A mesa não está arrumada e vocês já sentaram!' Mas, na verdade, foi o atendimento mais rápido que já tivemos... hahaha.
Tem protocolo para tudo: quer ser atendido em alguma loja? Passe primeiro pelo 'Accueil' (informação), pois lá é que vão te direcionar para o lugar exato que deseja ir. Quer conseguir um emprego? Para se candidatar em uma vaga é obrigatório escrever uma carta de apresentação... uma carta bem elaborada e com bastante palavras bonitas e claro, um agradecimento bem polido e educado no final. E nem pense em chamar alguém desconhecido de 'tu', isso é considerado bastante impolido... tem que chamar de 'vous' até terem uma relação que permita o 'tutoiar' (verbo usado para quando se fala muito o 'tu').
Sabe o que é mais interessante disso tudo? É que os franceses se consideram o povo da mudança... rsrsrs... pois eu não consigo enxergar isso no dia-a-dia aqui... anda fora da linha já traçada para ver o que te acontece...
Aqui na França existe uma cultura muito forte de leitura de desenhos em quadrinhos (bande dessinée). Não é coisa só de nerd e meninos, é algo que está entre cinema, música e livros. Algo realmente valorizado como uma forma de arte. Por causa disso, acabei me interessando também, depois de uma aula de francês, que o professor tocou no assunto. Foi assim que conheci a escritora Marjane Satrapi, uma iraniana que é artista gráfica e escreve histórias em quadrinhos. Ela tem uma série de livros chamado 'Persépolis' que é sobre a infância dela no Iraque e depois que saiu do país. Por causa da diferença entre culturas ela tem uma visão muito interessante das coisas e escreve de uma forma muito leve. Como fiquei muito curiosa pelo trabalho dela fui na biblioteca para ler o livro.
A série 'Persépolis' também tem um filme, que já baixei para ver. E agora, está no cinema o filme 'Poulet aux Prunes' (Frango com Ameixas), que também é um livro da mesma autora. A história é sobre o tio da escritora, que fica deprimido e resolve morrer. Nós fomos ver o filme no cinema e gostei muito, ele mistura desenho e realidade, e é, na verdade, um filme de amor. Muito bonito... espero que chegue até o Brasil.
Uma coisa interessante aqui, é que todos os bairros tem uma biblioteca municipal onde você pode se cadastrar, pagar um valor anual (6 euros para estudante) e alugar livros de todos os tipos. A que fica aqui perto de casa (Biblioteca Part Dieu) tem 4 andares e é realmente bem grande. Fica perto do shopping e vive lotada. Nessa semana que se passou fui lá duas vezes para ler o livro da Marjane, já que eu ainda não fiz a minha carteira da biblioteca e, por isso, não posso pegar emprestado. Sem a carteira posso ler os livros somente no local. Na primeira vez que fui, conseguir ler sem problemas o terceiro livro da série Persépolis, já que não tinha nem o primeiro, nem o segundo. Mas da segunda vez que fui, vi o livro sendo pego emprestado por uma menina... se tivesse chegado alguns minutos antes... rsrsrs.
Mas tudo tem o seu lado bom, e foi assim que descobri outro autor de quadrinhos francês bem interessante também: Jules Feiffer. Li a primeira de seis histórias do livro 'Je ne suis pas n’importe qui!', ele fala sobre as relações sociais, mas de uma forma lúdica e engraçada. Gostei bastante do livro e vou voltar à biblioteca para ler mais... É uma pena lá no Rio não termos mais bibliotecas... aqui, ir à biblioteca, me parece ser também algo bem cultural e cotidiano.
Eu soube de outra autora interessante também, mas essa eu ainda não li: Elodie Durand. Uma desenhista de histórias em quadrinho que escreve uma história alto biográfica, da sua batalha contra um tumor no cérebro. A história conta a sua luta contra doença e a degradação da sua memória causada pelo tumor. Ao mesmo tempo que me parece triste, eu acho que deve ser interessante também... vou procurar para ler.
Ler esses livros é uma forma muito gostosa de aprender francês... e eu consigo entender o porquê dos franceses gostarem tanto desse tipo de leitura... não são apenas desenhos de super-heróis, são histórias de pessoas reais, com toda a sua vivência e bagagem cultural.
Uma coisa que precisamos aprender com os europeus é o engajamento em atividades de responsabilidade social. Eu não sou daquelas pessoas que acham que tudo na Europa é melhor do que no Brasil, mas isso, sem dúvida, é algo que eles estão anos-luz da gente. As crianças são ensinadas desde pequena sobre sua parte no mundo, desde coisas básicas como não jogar lixo na rua como participar de ventos como o que eu vi nesse sábado: Pirâmide de sapatos, organizado pela Handicap International (www.handicap-international.org).
A Handicap é uma instituição internacional especializadas na área de deficiência, sem fins lucrativos e não governamental. A organização tem programas em 60 países e possui um network com 8 associações nacionais entre elas uma na França (www.handicap-international.fr). O site deles aqui na França é bem interessante, tem desde pura informação sobre os até, passando por trabalho voluntário até trabalho remunerado e estágios.
Nesse sábado, dia 24 de setembro, a instituição fez um Ato contra minas e bombas, que matam e deixam aleijadas milhares de pessoas, mesmo depois que a guerra acaba. Foram 31 Pyramides de chaussures em toda a França e 1 delas na praça Bellecour aqui em Lyon. Eu não resisti e tive que assinar a petição que era para as nações:
- promoverem o tratado nos países que não tivessem assinado;
- contribuir na assistência de vitimas e na despoluição de solos contaminados;
- parar com todos os investimentos no comércio e na produção desse tipo de armas (minas e bombas);
- se abster de suportar todas as iniciativas e textos que enfraqueçam esse tratado.
A Pirâmide de sapatos é um ato de protesto, mas também de solidariedade, pois depois os sapatos velhos da pirâmide serão reformados e doados.
Vejam bem, não são todos os franceses que fedem, mas tenho que admitir que pelo menos 2 vezes ao dia eu me deparo com o cheiro estranho de uma pessoa do meu lado. E hoje eu tive a visualização de algumas desculpas pelo fato dos franceses cheirarem mal. Não que eu vá usar essas desculpas daqui para frente... afinal, sou brasileira e o tempo que vou passar aqui não será suficiente para deixar de lado certos hábitos tão comuns no Brasil: como tomar banho todos os dias e lavar a roupa com frequência (vamos ver o que acontece no alto inverno).
Acontece que tem algumas coisas que acabam me irritando um pouco:
- Os franceses adoram uma banheira, é muito comum ter banheira nos banheiros dos apartamentos. Acontece que com a banheira vem o temido chuveirinho... Chuveiro preso na parede é uma raridade por aqui. Você tem que se ensaboar, segurar o chuveirinho e tentar não molhar tudo ao mesmo tempo se não quiser tomar banho de banheira. Minha avó sempre me falava quando eu era criança que eu só podia 'brincar de banheira' se eu tomasse banho antes... por causa disso, tomar banho de banheira para mim é como ficar curtindo (como couro) naquela água suja... como se fica limpo assim?
- Em prédios de estudantes, como o que eu estou, não tem uma lava-roupas dentro do apartamento, a lavanderia fica geralmente no térreo (rez-de-chaussé) ou no subsolo do prédio, e isso acaba dificultando um pouco as coisas, pois nem todos os prédios tem elevador (como o meu) e a pessoa tem que descer os lances de escada com os quilos de roupa suja para lavar e depois voltar tudinho com a roupa limpa.
- A lavanderia sempre tem máquinas de lavar e secadoras... ah... as secadoras... se elas funcionassem realmente seria a invenção do século. Hoje foi a primeira vez desde que chegamos que eu fui lavar roupa... e qual não foi minha surpresa quando tirei as roupas da secadora? Elas ainda estavam molhadas! A única diferença é que as roupas estavam quentes. Acontece que nos meus 34m2 de sala... quer dizer apartamento... eu não tenho espaço para pendurar a roupa toda que acabei de lavar. A solução paliativa: tive que colocar as roupas penduradas em todas as cadeiras que temos no apartamento (acreditem, não são muitas), e agora meu apartamento está parecendo um cortiço. A solução final: não vai ter jeito, vamos ter que comprar um varal de roupas para secá-las depois de usar a secadora. Ou não usar mais a secadora...