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quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Vizinhos

Ontem à noite descobrimos uma forma de conhecer os vizinhos, é fácil! É só acionar o alarme de incêndio do prédio. Explico: eram 12:50 da noite quando eu acordei com um barulho super alto, o João já estava de pé perto da nossa porta... pensei: 'Que merda é essa?'. Abrimos a porta e nos deparamos com um cara só de cueca subindo as escadas (cueca preta, pelo menos isso...). O João perguntou: "Qu'est-ce que c'est?!! Qu'est-ce que c'est?!!" (o que é que é isso?), mas o menino não sabia... Comecei a ficar um pouco preocupada porque não sabia como agir: saio correndo? Bato na porta dos vizinhos? Volto à dormir? Até que a nossa vizinha do lado abriu a porta. Tinha pelo menos 3 meninas dentro do apartamento, que estavam comemorando um aniversário... Começamos a  conversar sobre o porquê do barulho e uma delas falou que era provável que tenha sido alguém fumando dentro do prédio... enquanto isso parou outro francês na nossa porta... com uma cara de doido e todo descabelado... falou algumas coisas que não entendi bem...  parece que era algo sobre treinamento de incêndio.
Até que uma das meninas foi na portaria ver o que aconteceu e o alarme parou... E foi assim, que de uma tacada só, conhecemos 2 vizinhos... sem contar o 'de cueca', que só passou de um lado para o outro...
Tudo bem, não sabemos os nomes, não tivemos uma conversa muito profunda e nem fomos convidados para a festinha que estava rolando, mas fiquei feliz de qualquer forma porque até 1 dia atrás só tínhamos visto o casal de Tahitianos que moram no mesmo andar que a gente... que nem se dignaram à sair do apartamento quando o 'bafafá' aconteceu...
Detalhe: estava de aparelho na boca, com calça de moletom, uma blusa larga e a minha meia de sapinho... ainda bem que o meu cabelo é liso e não fica tão bizarro assim quando eu acordo...

domingo, 18 de setembro de 2011

Primeiras pedaladas

Hoje o João deu suas primeiras pedaladas de bicicleta. Meu marido nunca aprendeu a andar, pois ele cresceu muito rápido na infância e as bicicletas não acompanharam ele. Hoje ele tem 2 metros de altura. Sim! E eu 1,64... rsrsrs. Adoro essa característica dele... apesar de nos trazer alguns inconvenientes, como o fato dele não caber em uma cama comum e ter muita dificuldade em encontrar lojas que vendam sapato para o tamanho que ele calça (número 48). 
Mas voltando... hoje foi a segunda vez que saímos para eu ensiná-lo à andar. Fui muito legal vê-lo dando as primeiras pedaladas e fazer parte disso. Fiquei muito feliz pela conquista dele e muito orgulhosa dele ter conseguido tão rápido. Parece uma coisa pequena, mas essas conquistas vão enchendo e completando nossa vida à dois... sabe? São coisas que vamos poder contar para nossos amigos e filhos. É uma conquista que depois vamos poder aproveitar juntos com um passeio à beira do rio Rhône, por exemplo...
Eu adoro andar de bicicleta, me dá uma sensação de liberdade... de quase voar... e acho que é por isso, que fiquei tão feliz dele estar aprendendo também... vamos poder 'voar' juntos.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Nossa primeira casa

O apartamento que alugamos não pareceu tão ruim quando nós entramos nele para morar. Sem dúvida o outro era melhor, mais novo e maior, mas esse que nós estamos não é ruim. O apartamento é limpo e confortável dentro do que um apt de 34 m2 pode ser. E é sem dúvida uma excelente localização. Fica no 3 arrondissement (bairro), bem as margens do rio Rhône.
As únicas coisas que me incomodam nesse apartamento é que a janela dá para um espaço interno entre prédios, não conheço a vizinhança e fico com medo de ter uma pessoa na minha janela a qualquer momento. E o fato do banheiro (privada) ser separada do lavabo. Pô, para lavar a mão eu preciso dar a volta na cozinha e passar pela sala para entrar na 'sala de banho', como os franceses chamam. Isso só prova que eles não tem o hábito de lavar as mãos depois de fazer xixi... e isso é bem preocupante ainda mais se tratando de lugares onde vende comida... rsrsrs.
Agora que está tudo quase arrumado começo a sentir esse espaço como meu e do João, nosso. E essa é uma sensação gostosa apesar da insegurança e incerteza que gira em torno de outros pontos da nossa vida aqui na França.